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| Esta edição especial sobre os estados
falhados foi beneficiada com o apoio da
Ford Foundation. |
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Fotografía: Khanh Renaud
| Edição especial: Estados Falhados |
Nos subúrbios do mundo Jean-Paul
Marthoz |
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Massacres
nos Grandes Lagos, perturbações no Cáucaso, crises sem fim na Bolívia,
violências no Afeganistão: a incapacidade dos Estados em garantir
a segurança e a estabilidade é hoje um desafio crucial para a política
internacional, porque a desordem nos Estados frágeis propaga as suas
ondas de choque - criminalidade transnacional, terrorismo, migrações
e tráficos ilegais - até ao coração das metrópoles. A comunidade internacional
fez disto uma das suas prioridades estratégicas, ao passo que no Sul,
a sociedade civil multiplica as iniciativas para conseguir sobreviver.
INQUÉRITO nos subúrbios do mundo.
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Estados falidos, o peso das palavras
Susan L. Woodward |
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A
expressão "Estado falido" generalizou-se. No entanto, a sua definição
mantém-se confusa e controversa. Impõe-se uma análise racional deste
fenómeno, das suas causas e consequências, porque, num ambiente internacional
caracterizado por estratégias de influência e pela globalização das
ameaças, as palavras não são indolores. ANÁLISE
Mais |
O destruidor de Estados
Douglas Farah |
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Exilado desde 2003 na Nigéria, o antigo presidente
da Libéria, Charles Taylor, é um "destruidor de Estados". A sua violência,
a pilhagem dos recursos naturais, as suas relações com as redes de
criminosos e de terroristas internacionais, semearam o desastre em
toda a África do Oeste e contribuiu para a emergência da Al-Qaida.
Inquérito sobre um Estado criminoso. INQUÉRITO
Mais |
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Ituri, zona de não-direito Jean-Marc
Biquet  |
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Aterrar em Bunia, principal cidade do Ituri, é entrar
numa fortaleza. Ilhéu implantado em plena floresta, a cidade é protegida
desde a operação Artémis do Verão de 2003 por milhares de Capacetes
Azuis da ONU. É raro ouvir tiros na cidade, mas o barulho característico
das lagartas dos carros de combate, que patrulham durante a noite,
faz lembrar que Bunia está isolada numa região que continua, na grande
maioria, sob o jugo de milícias incontroladas. REPORTAGEM
Mais |
Como funcionar sem Estado? Roland
Marchal  |
"Estado falido", "guerra civil": estas palavras evocam
geralmente a destruição, a indigência e a miséria generalizada. O
exemplo da Somália convida-nos a distanciarmo-nos destas representações
comuns e a reflectir sobre as condições em que a sua economia se desenvolveu
num contexto beligerante, sem se apoiar num Estado, mas mantendo relações
vitais com países inscritos de pleno direito na ordem internacional,
como o Dubai, a Etiópia ou o Quénia. ANÁLISE
Mais |

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América Latina
Uma lógica de ingerência Juan
Gabriel Tokatlian |
Dificilmente se podem pôr os Estados frágeis em quarentena.
Os seus problemas extravasam para os países vizinhos e lançam um desafio
aos governos que se pretendem garantes de uma certa ordem internacional.
O autor analisa o caso da região andina, que se está a tornar ingovernável.
Corre-se o risco de dar aos Estados Unidos, como na época da Guerra
Fria, argumentos para uma estratégia de ingerência política e de intervenções
militares. ANÁLISE
Mais |

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O desenvolvimento ao socorro do Estado
Xavier Zeebroek |
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Como responder ao desafio dos Estados falidos ou
frágeis? Os que insistem nas ameaças que eles representam para a
comunidade internacional preconizam frequentemente a intervenção
directa ou, mesmo, a sua colocação sob tutela. Mas não seria preferível
reconsiderar a ajuda ao desenvolvimento? Pode-se consagrar uma parte
desta para reconstruir um Estado desmoronado e financiar, por exemplo,
as suas forças de segurança? Para aos doadores mais ricos, a resposta
é claramente positiva. O autor assinala, no entanto, os riscos e
as dificuldades que advêm de uma necessária restauração do Estado
de Direito e, por conseguinte, do poder dos Estados. ANÁLISE
Mais |
Moçambique: Só a paz não chega
Michel Cahen |
Após anos de conflito, Moçambique apresenta-se-nos
como uma história de sucesso. Mas o regresso à paz não
resolveu tudo. A política económica neoliberal poderá
provocar tensões sociais e étnicas que nem a guerra
civil desencadeou. ENTREVISTA
Mais |
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Eleições: Cidadãos e Igrejas mobilizam-se
Colette Braeckman |
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Apesar da violência que reina no leste da RDC, a
sociedade civil resiste e dá uma resposta cidadã ao arbitrário e
às brutalidades. As Igrejas estão no centro desta mobilização e
participam activamente na preparação de eleições consideradas como
um antídoto à guerra e à deliquescência do Estado. REPORTAGEM
Mais |
Uma só resposta: os Direitos do Homem
Tejshree Thapa |
O que pode fazer a comunidade internacional quando um
Estado frágil, envolvido num conflito armado, opta pela ditadura?
Apoiar com toda a firmeza a restauração da democracia
e o respeito pelos Direitos do Homem. ANÁLISE
Mais |
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